O governo britânico afirmou, nesta sexta-feira (20), que dialogará com o governo dos Estados Unidos para compreender como o Reino Unido será afetado pela decisão da Suprema Corte americana que põe freio às tarifas impostas pelo Executivo.
"Trabalharemos com o governo americano para entender como esta decisão afetará as tarifas para o Reino Unido e o resto do mundo", indicou um porta?voz do governo trabalhista em comunicado, prometendo "apoiar as empresas britânicas à medida que forem anunciados mais detalhes".
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao impor uma série de tarifas que abalaram o comércio mundial.
Essa sentença bloqueia uma ferramenta fundamental que o presidente vinha utilizando para impor sua agenda econômica e diplomática.
O mais alto tribunal dos Estados Unidos, de maioria conservadora, decidiu por seis votos a três que a Lei dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, "não autoriza o presidente a impor tarifas".
Essa decisão diz respeito aos direitos aduaneiros apresentados como "recíprocos" por Trump, mas não aos aplicados a setores específicos como o automotivo, o do aço ou o do alumínio.
"O Reino Unido se beneficia das tarifas recíprocas mais baixas do mundo e, seja qual for o cenário, esperamos que nossa posição comercial privilegiada com os Estados Unidos seja mantida", acrescentou o governo britânico.
O Executivo trabalhista de Keir Starmer lembrou ainda que um acordo com os Estados Unidos permite ao Reino Unido beneficiar?se de tarifas limitadas a 10% na maioria dos produtos britânicos.
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