Dezenas de milhares de fiéis rezaram na Mesquita de Al Aqsa, em Jerusalém Oriental anexada por Israel, durante a primeira oração de sexta-feira (20) deste Ramadã, sem que a polícia israelense relatasse incidentes.

Muitos entraram na Cidade Velha de Jerusalém pelo Portão de Damasco para chegar à mesquita, o terceiro lugar mais sagrado do islamismo, com centenas de pessoas se dirigindo na mesma direção sob a atenta vigilância da polícia israelense.

Milhares de fiéis permaneceram ombro a ombro no recinto enquanto a oração ecoava pelos alto-falantes, prostrando-se sobre seus tapetes de oração sob um céu ensolarado, com as costas voltadas para a icônica cúpula dourada do santuário, segundo um jornalista da AFP presente no local.

Embora a maioria dos fiéis viva em Jerusalém Oriental ou em Israel, alguns atravessaram pontos de controle israelenses para chegar desde a Cisjordânia ocupada, incluindo Qalandia, principal passagem entre Jerusalém e Ramallah.

Um jornalista da AFP observou uma grande multidão aguardando ser autorizada por soldados israelenses, enquanto tropas com equipamento antimotim permaneciam nas proximidades.

O Waqf islâmico, organismo jordaniano que administra o local, informou que 80mil fiéis compareceram ao recinto para a oração.

Israel mobilizou milhares de policiais adicionais em Jerusalém para vigiar a cidade santa durante todo o Ramadã e aplicou as mesmas restrições de viagem do ano passado aos residentes palestinos da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.

Israel anunciou que emitiria apenas 10 mil permissões para palestinos da Cisjordânia que desejassem participar das orações semanais de sexta-feira na Mesquita de Al Aqsa durante o Ramadã, disponíveis somente para mulheres com mais de 50 anos, homens com mais de 55 e crianças menores de 12 anos.

O porta-voz da polícia de Jerusalém indicou em um comunicado que "a oração terminou sem incidentes".

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