Extorsões e ameaças de um grupo paramilitar levaram ao fechamento temporário do parque natural Tayrona, uma joia do turismo e território sagrado de comunidades indígenas no norte do país, anunciou nesta quinta-feira (19) o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez.

Localizado na imponente Serra Nevada de Santa Marta, sobre o Mar do Caribe, o Tayrona é um dos principais destinos turísticos do país, mas também epicentro de disputas entre organizações armadas ilegais.

Sánchez informou que extorsões e pressões por parte do grupo paramilitar "Los Pachenca", também conhecido como Autodefesas Conquistadoras da Serra Nevada, levaram ao fechamento temporário do parque.

O órgão responsável pela administração do local, Parques Naturales, informou nesta semana que proibiu o acesso do público devido a fatores como inundações e a tensão de seus funcionários com indígenas que habitam a região.

Segundo Sánchez, paramilitares pressionam as comunidades locais a "agir contra" as autoridades. Trata-se de um "ator criminoso silencioso", descreveu.

O administrador havia denunciado a instalação, em algumas áreas do parque, de pontos onde os habitantes faziam "cobranças não autorizadas". Também alertou para ameaças contra os guardas do parque.

A insatisfação das comunidades começou com o fechamento temporário de um setor afetado por inundações e a intervenção da força pública para impedir uma construção ilegal, explicou à Caracol Televisión o diretor desse órgão, Luis Martínez.

A Colômbia vive o pico de violência dos últimos dez anos. O presidente Gustavo Petro tentou negociar a paz com o grupo paramilitar, que participa de confrontos frequentes pelo controle do território com o Clã do Golfo, maior cartel do narcotráfico do país, denunciam defensores dos direitos humanos.

O administrador não informou a data de reabertura do parque. Segundo Pedro Sánchez, o fechamento pode durar duas semanas.

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