O ministro da Defesa da Polônia pediu à Espanha, França e Itália que aumentem seus gastos para reforçar as capacidades da União Europeia e da Otan, em uma entrevista concedida nesta quinta-feira (19) à AFP.
Alemanha, Polônia e os países escandinavos já responderam às exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incentiva a Europa a assumir melhor sua própria segurança, segundo Wladislaw Kosiniak Kamisz.
Os outros pesos-pesados econômicos e militares da União Europeia devem fazer novos esforços.
"Gostaria que a Espanha ouvisse esse chamado e que a Itália e a França escutassem com mais força esse apelo para aumentar os gastos com armamento", declarou o ministro.
"Quanto mais a Europa investir, mais a América nos tratará com seriedade e respeito nesses âmbitos", acrescentou.
Essas declarações ecoam as do chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, que no início desta semana classificou como "insuficientes" os esforços de Paris.
Na cúpula de Haia, em 2025, e sob pressão da administração americana, os aliados da Otan se comprometeram a elevar seus gastos com defesa e segurança para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, após décadas de subfinanciamento.
A Polônia, o maior país do flanco oriental da Otan, praticamente já cumpre essa meta (4,48%), segundo as estimativas da Aliança para 2025, posicionando-se entre os melhores alunos ao lado dos Estados bálticos, e muito à frente da França (2,05%), Itália (2,01%) e Espanha (2,0%).
Segundo Kosiniak Kamisz, "para ser um parceiro dos Estados Unidos na área de segurança, a Europa deve fazer muitíssimo", embora reconheça que se percebe uma "aceleração".
"Mas ainda é pouco, é preciso fazer mais, mais rápido e com mais contundência", insistiu o ministro polonês nesta entrevista concedida à AFP, bem como às agências alemã DPA e polonesa PAP.
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