A polícia da Itália informou nesta quarta-feira (18) que detectou ciberataques contra o Ministério do Interior que tinham como objetivo principal obter informação sobre dissidentes chineses refugiados no país europeu.

"Não há evidências de exfiltração de dados relacionados a elementos sensíveis sobre atividades operacionais", afirmou a polícia italiana em comunicado, ao detalhar que suas conclusões foram transmitidas à Justiça.

A instituição não especificou quando ocorreram essas tentativas de pirataria cibernética, mas o jornal La Repubblica noticiou que o Ministério do Interior foi alvo de ataques cibernéticos entre 2024 e 2025.

Segundo essa publicação, hackers chineses obtiveram uma lista de aproximadamente cinco mil policiais, muitos dos quais tinham missões sensíveis, como o combate ao terrorismo e o monitoramento de dissidentes chineses refugiados na Itália.

"As atividades maliciosas foram rapidamente detectadas pela polícia [encarregada de crimes cibernéticos] no âmbito da vigilância de rotina dos sistemas de computadores do Ministério do Interior", acrescentou a polícia na nota.

De acordo com o La Repubblica, a descoberta do ataque prejudicou a cooperação crescente entre Itália e China na luta contra o tráfico de drogas, os crimes cibernéticos, o tráfico de pessoas e o crime organizado.

Esta ajuda incluía, particularmente, a colaboração para investigar as atividades de grupos mafiosos chineses rivais no centro têxtil de Prato, perto de Florença.

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