Mergulhadores espanhóis, blindados anfíbios turcos, caças-bombardeiros alemães, helicópteros e navios de guerra: cerca de três mil soldados da Otan realizaram um exercício de desembarque em grande escala no norte da Alemanha nesta quarta-feira (18), em meio a uma intensa tensão com Moscou. 

Soldados das forças especiais turcas e espanholas treinaram a tomada de controle da praia de Putlos, na presença do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius. 

"É justamente no mar Báltico que a situação de segurança se deteriorou drasticamente", declarou. 

Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, essa zona marítima estratégica tem sido alvo de sabotagens, ciberataques e operações de desestabilização que as potências ocidentais atribuem a Moscou. 

O exercício demonstra que a Otan está "unida", é "operacional" e "séria" em matéria de dissuasão, ressaltou o ministro. 

Isso também produz efeitos diplomáticos, já que a Rússia está "deslocando cada vez mais suas forças armadas para o oeste", declarou o inspetor-geral das Forças Armadas alemãs, Carsten Breuer. 

O objetivo desse desembarque é mobilizar tropas o mais rapidamente possível dentro do território da aliança militar. 

Em caso de emergência, a força de reação rápida da Otan deve ser capaz de mobilizar 40 mil soldados em um prazo de dez dias. 

O exercício em Putlos faz parte de uma manobra militar em grande escala que a aliança realiza entre janeiro e março, com a participação de 10 mil soldados de onze países da Otan. 

A ausência de militares americanos foi explicada pela "rotação habitual" entre os aliados, afirmou o ministro Pistorius, descartando qualquer relação com o esfriamento das relações transatlânticas, principalmente devido à Groenlândia.

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