Uma quarta suposta vítima prestou depoimento, nesta quarta-feira (18), sobre o estupro que Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira da Noruega, teria cometido contra ela em 2024, quando já era alvo de uma investigação policial.

Nascido de uma relação anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, em 2001, Høiby responde a 38 acusações, entre elas quatro estupros e atos de violência contra pessoas de seu círculo, crimes que, no conjunto, podem levá-lo a até 16 anos de prisão.

O jovem, de 29 anos, nega as acusações mais graves.

Nesta quarta-feira, o tribunal de Oslo ouviu o depoimento da quarta suposta vítima de estupro, que relatou o ocorrido na madrugada de 1º para 2 de novembro, quando Høiby teria praticado atos sexuais enquanto ela dormia e os teria gravado sem seu conhecimento.

Assim como nos outros três supostos casos de estupro, os fatos teriam ocorrido após uma noite de excessos - durante a qual o acusado também teria consumido cocaína - depois de manter relações sexuais consentidas no quarto de hotel da jovem.

"Eu estava cada vez mais cansada. Sentia que simplesmente estava deitada e que ele não terminava. Quanto mais cansada eu estava, menos participava", declarou.

Após dizer que queria dormir, foi despertada, segundo seu relato, por "um golpe violento" na região genital. "Não sei se ele tentou introduzir vários dedos ou a mão inteira. Mas senti algo rígido contra meu baixo-ventre", detalhou.

"Lembro de ter me sobressaltado, porque doía. Fiquei paralisada e depois voltei a adormecer", acrescentou.

Høiby é acusado de ter gravado 27 vídeos e tirado quatro fotos de caráter sexual naquela noite, parte dos quais mostrariam, segundo a Promotoria, que a jovem estava dormindo.

Está previsto que Høiby apresente sua versão à tarde. Desde o início, ele nega as acusações de estupro e sustenta que todas as relações sexuais foram consentidas.

No momento desse quarto suposto estupro, ele já estava sendo investigado pela polícia após ter sido detido em 4 de agosto de 2024 por suspeita de ter agredido sua companheira na noite anterior.

A investigação, especialmente a análise das fotos e vídeos encontrados nos diversos telefones e computadores do acusado, levou a polícia a acusá-lo também de estupro por atos sexuais cometidos quando as mulheres não estavam em condições de se opor.

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