O chefe operacional da Polícia Nacional espanhola renunciou ao cargo após a revelação de que havia sido acusado de estupro por uma subordinada, o que levou a oposição a exigir a renúncia do ministro do Interior nesta quarta-feira (18), alegando que ele tinha conhecimento da situação e a ocultou. 

José Ángel González Jiménez, subdiretor operacional da Polícia, foi forçado a renunciar na noite de terça-feira após a revelação de que havia sido intimado por um juiz em decorrência de uma denúncia de agressão sexual feita por uma subordinada. 

"Os fatos relatados pela vítima (...) são tão graves que, ao tomarmos conhecimento deles, sua renúncia foi exigida imediatamente", explicou o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, a jornalistas. 

No entanto, a oposição de direita questiona se o ministro sabia da situação previamente. 

"O principal argumento do governo para justificar a presença de um suposto estuprador no comando da Polícia Nacional é que descobriram isso ontem", escreveu Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP, direita), principal partido de oposição, na rede X, afirmando que Grande-Marlaska já havia elogiado o chefe de polícia por seu "perfil inquestionável".

"Obviamente, não sabíamos de nada. Se tivéssemos tido o mínimo conhecimento de uma circunstância desta gravidade, (...) lhe teriam pedido a renúncia" mais cedo, sublinhou Grande-Marlaska, acrescentando que ele só renunciaria "se a própria vítima não se sentisse protegida".

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