O presidente da Rússia, Vladimir Putin, receberá nesta quarta-feira (18) o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que visita Moscou em plena tensão entre Washington e Havana, asfixiada pelo embargo petrolífero americano, anunciou o Kremlin.

"Putin receberá Bruno Rodríguez no Kremlin", declarou à imprensa o porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov. 

"A Federação da Rússia se opôs de maneira constante ao bloqueio contra Cuba", disse Peskov, antes de acrescentar: "Prestamos ajuda aos nossos amigos". 

Havna é aliada de Moscou desde a revolução socialista da década de 1960 e, durante décadas, dependeu da União Soviética para apoio econômico e político.

Cuba, que tem 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma grave escassez de combustível e longos apagões. O governo do presidente Donald Trump intensificou o embargo que Washington aplica contra a ilha desde 1962. 

Também pressiona outros países para que não enviem petróleo ao país caribenho, sob ameaça de tarifas. 

Para justificar o bloqueio energético, Trump alega que Cuba representa "uma ameaça excepcional" para a segurança nacional de seu país, devido às relações que mantém com Rússia, China e Irã.

A crise em Cuba se agravou em janeiro, quando Trump cortou o fluxo de petróleo venezuelano após a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado por forças especiais americanas. 

O governo comunista aplica desde segunda-feira um pacote de medidas de emergência que restringe a venda de combustível e reduziu o transporte público, uma atividade que já estava muito prejudicada pelo impacto da crise econômica. 

Além disso, adotou neste mês a semana de trabalho de quatro dias nas empresas estatais.

A situação levou alguns governos de esquerda da América Latina a responder com ajuda.

O México, um aliado histórico de Cuba, lidera o apoio material à ilha com o envio a Havana de 814 toneladas de mantimentos e "mais de 1.500 toneladas" de ajuda humanitária que aguardam para o transporte, segundo a presidente Claudia Sheinbaum.

No Chile, o presidente Gabriel Boric anunciou a contribuição de um milhão de dólares para Cuba, uma iniciativa questionada pelo presidente eleito, o ultradireitista José Antonio Kast, que assumirá a presidência em março.

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