O governo argentino de Javier Milei determinou nesta terça-feira(17) “medidas de segurança” incomuns para a imprensa e advertiu para situações de “risco” nos protestos esperados nos próximos dias devido à reforma trabalhista. 

O comunicado do Ministério da Segurança foi divulgado após a principal central sindical argentina convocar uma greve geral no dia em que a Câmara dos Deputados debater o projeto. A previsão é de que seja na quinta-feira. O Senado já o aprovou na semana passada. 

A pasta indicou que “com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação”. 

“Diante de atos de violência, nossas forças agirão”, diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma “zona exclusiva” em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento. 

Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos. 

O projeto reduz indenizações, permite pagamentos em bens e serviços, estende a 12 horas a jornada de trabalho e limita o direito de greve, entre outros pontos. Os sindicatos reunidos na Confederação Geral do Trabalho (CGT) consideram essas mudanças um retrocesso. 

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