A HAC, máxima autoridade de comunicação do Gabão anunciou nesta terça-feira(17) a suspensão “até novo aviso” das redes sociais no país africano, culpando seus conteúdos por incentivar conflitos sociais e desestabilizar as instituições. 

Menos de um ano após sua eleição, o presidente Brice Oligui Nguema enfrenta sua primeira onda de distúrbios, com professores em greve e outros funcionários públicos ameaçando parar de trabalhar. 

Os professores começaram a se manifestar em dezembro por questões salariais e trabalhistas, e desde então os protestos com reivindicações semelhantes se estenderam a outros setores, como saúde, ensino superior e radiodifusão. 

Em um comunicado lido na noite desta terça-feira no canal de televisão pública Gabon 1ère, o porta-voz da HAC, Jean-Claude Mendome, anunciou “a suspensão imediata das redes sociais no território gabonês até novo aviso”, sem especificar as plataformas afetadas. 

Segundo afirmou, os conteúdos poderiam desencadear conflitos na sociedade ou atentar contra as instituições do país da África Central. 

A HAC “constata a disseminação (...) de conteúdos inapropriados, difamatórios, odiosos, injuriosos e que atentam contra a dignidade humana, os bons costumes, a honra dos cidadãos, a coesão social, a estabilidade das instituições da República e a segurança nacional”, enumerou o porta-voz. 

Em seu comunicado, a reguladora também manifestou preocupação com “a propagação de informação falsa” e lamentou a “indiferença” das plataformas e “a falta de uma vontade real de moderar os conteúdos ilícitos”.

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