O presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira(17) investimentos previstos pelo Japão em projetos americanos de minerais críticos e energia, a primeira fase de um acordo comercial bilateral, antes da visita da primeira-ministra Sanae Takaichi a Washington. 

"O Japão está agora oficialmente, e financeiramente, avançando com o PRIMEIRO conjunto de investimentos sob seu compromisso de US$ 550 BILHÕES (R$ 2,78 trilhões)de investir nos Estados Unidos da América", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. 

Estes compromissos somam US$ 36 bilhões (R$ 188 bilhões), disse o Departamento de Comércio dos Estados Unidos em um comunicado separado. Os projetos incluem uma usina de gás natural em Ohio, uma instalação de exportação de petróleo bruto no Golfo do México e uma fábrica de diamantes industriais sintéticos, acrescentou o Departamento nas redes sociais.

O presidente americano não divulgou mais detalhes sobre o financiamento dos projetos nem especificou quais empresas estariam envolvidas. 

O Departamento de Comércio disse que a usina de Ohio deverá gerar 9,2 gigawatts de energia. A fábrica de diamantes sintéticos — que Trump disse que seria na Geórgia — transferirá para os Estados Unidos "a produção para atender 100% da demanda americana por grãos de diamante sintético", acrescentou o gabinete. 

Enquanto isso, a fábrica no Golfo do México deverá gerar de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões (R$ 104 a R$156 bilhões), anualmente em exportações de petróleo bruto americano, informou o Departamento de Comércio. 

"A escala desses projetos é tão grande que eles não poderiam ser realizados sem uma palavra muito especial: TARIFAS", escreveu Trump. 

Em julho, Tóquio concordou em investir US$ 550 bilhões até 2029 "para reconstruir e expandir setores-chave da indústria americana", segundo a Casa Branca. 

A promessa foi feita em troca da redução das tarifas americanas sobre as importações japonesas de 25% para 15%, que Trump havia ameaçado impor. 

No entanto, o ministro do Comércio japonês, Ryosei Akazawa, afirmou que apenas 1% a 2% dos US$ 550 bilhões serão em capital real. 

O restante será sob títulos e empréstimos do Banco de Cooperação Internacional do Japão (JBIC, na sigla em inglês), além de créditos garantidos pelo governo japonês. 

Takaichi viajará aos Estados Unidos em 19 de março. A implementação do acordo comercial e econômico deverá ser um dos principais pontos de sua agenda com Trump.

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