O governo da Colômbia anunciou nesta terça-feira (17) que retomará as negociações de paz com o Clã do Golfo, suspensas pelo cartel há duas semanas em protesto contra acordos do presidente Gustavo Petro com Donald Trump.
O mandatário acertou, em uma visita à Casa Branca em 3 de fevereiro, realizar ações conjuntas para localizar 'Chiquito Malo', o principal comandante desse grupo narcotraficante.
O acordo levou o Clã do Golfo a interromper os diálogos com o governo, que vinham sendo realizados desde setembro no Catar.
O escritório de paz do governo informou que os negociadores se reuniram em Bogotá em 9 de fevereiro e deram por "superada" a suspensão das negociações.
O processo de paz "continua avançando", afirmou o órgão em um comunicado.
Petro entregou a Trump uma lista dos principais narcotraficantes da Colômbia com o objetivo de receber apoio dos serviços de inteligência dos Estados Unidos para detê-los.
Entre eles estavam Chiquito Malo e Iván Mordisco, líder da maior dissidência das Farc, o grupo armado que assinou a paz com o governo em 2016, e Pablito, um dos principais líderes da guerrilha ELN na fronteira com a Venezuela.
Os dirigentes do Clã do Golfo consideraram que esses acordos representavam um "atentado" contra sua "boa-fé" e abandonaram a mesa de negociações em Doha.
"O presidente Petro colocou seus interesses pessoais acima do bem maior, que é a paz nos territórios", afirmou o cartel naquele momento.
O governo e o Clã do Golfo negociam com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais. Até o momento, chegaram a alguns acordos, como reduzir a intensidade do conflito em localidades castigadas pela violência no noroeste do país.
Após meses de confrontos nas redes sociais, Petro e Trump uniram esforços para combater o narcotráfico na Colômbia, o país que mais produz cocaína no mundo.
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