O governo do Líbano disse nesta segunda-feira (16) que o Exército precisaria de pelo menos quatro meses para implementar a segunda fase do plano militar destinado a desarmar o movimento islamista Hezbollah no sul do país.

No ano passado, o governo libanês se comprometeu a desarmar o Hezbollah, que ficou gravemente enfraquecido após uma guerra recente com Israel, e encarregou o Exército de elaborar um plano para isso.

Em janeiro, o Exército libanês afirmou que concluiu a primeira fase de seu plano para desarmar o grupo militante, que compreendeu a área entre o rio Litani e a fronteira israelense, cerca de 30 quilômetros mais ao sul.

Agora, a segunda fase abrangeria uma zona entre os rios Litani e Awali, aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Beirute.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, disse em uma coletiva de imprensa que o governo "tomou nota da apresentação da liderança do Exército" sobre a segunda etapa do plano.

O prazo de quatro meses poderá ser prorrogado "de acordo com as capacidades disponíveis, os ataques israelenses e os obstáculos no terreno", acrescentou Morcos.

Israel, que acusa o Hezbollah de estar se rearmando, criticou o avanço do Exército libanês como insuficiente e tem mantido ataques regulares contra o país, apesar de um cessar-fogo em novembro de 2024, que buscava pôr fim a mais de um ano de hostilidades com o movimento islamista apoiado pelo Irã.

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