Cerca de 1.600 edifícios em Kiev continuavam sem aquecimento neste domingo (15) após uma série de ataques russos contra a infraestrutura energética, informaram autoridades da capital da Ucrânia, cujo exército reivindicou horas antes um ataque contra um importante terminal petrolífero na Rússia.
As autoridades da capital ucraniana afirmam que cerca de 1.100 prédios residenciais e outros 500 imóveis continuavam sem aquecimento em Kiev, em meio a um rigoroso inverno.
Os recentes ataques da Rússia desencadearam a pior crise energética da Ucrânia nos quase quatro anos de guerra, num momento em que as temperaturas chegam a -20 °C.
O vice-primeiro-ministro Oleksii Kuleba disse durante a noite que os ataques russos também haviam danificado a infraestrutura ferroviária na região meridional de Odessa e na região centro-oriental de Dnipropetrovsk.
Horas antes, o exército ucraniano reivindicou o ataque contra um terminal de petróleo crucial no sul da Rússia, perto da Crimeia, depois de autoridades russas afirmarem que drones ucranianos causaram incêndios na região de Krasnodar.
“Um terminal petrolífero no sul da Rússia e o sistema de defesa aérea Pantsir-S1 no território temporariamente ocupado da Crimeia foram atacados”, declarou o Estado-Maior de Kiev em comunicado.
Indicou que o ataque atingiu a terminal Tamanneftegaz, perto da vila de Volna, na região de Krasnodar.
A Ucrânia afirmou que o ataque fazia parte das “medidas em curso para reduzir o potencial ofensivo e econômico do agressor russo”.
O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, declarou anteriormente que uma instalação de armazenamento de petróleo de Volna, localizada no Mar Negro, foi danificada no ataque ucraniano.
“A situação mais difícil se dá na vila de Volna. Lá, um tanque de petróleo, um armazém e terminais foram danificados”, disse Kondratiev.
De acordo com o governador, duas pessoas ficaram feridas e mais de 100 bombeiros foram mobilizados para extinguir vários incêndios.
O Ministério da Defesa russo informou que havia derrubado de madrugada 88 drones ucranianos sobre as regiões do sul e fronteiriças com a Ucrânia.
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