A autoridade climática peruana ativou, neste sábado (14), estado de alerta nas costas após advertir que o fenômeno natural El Niño Costeiro, que eleva periodicamente a temperatura do oceano e provoca chuvas e inundações, afetará o país a partir de março.

As previsões da Comissão Multissetorial do Estudo Nacional do Fenômeno El Niño (Enfen) indicam "que o desenvolvimento do El Niño costeiro começaria a partir de março e persistiria até novembro".

O fenômeno repercute principalmente na faixa marinha. Prevê-se que durante seu desenvolvimento "predominem condições quentes de magnitude fraca" que podem "alcançar uma magnitude moderada" a partir de julho, no inverno austral.

A declaração de alerta consiste em reforçar a vigilância diante de eventuais desastres naturais e recomendar ao governo "adotar medidas orientadas à redução do risco de desastres, assim como ações de preparação para a resposta diante de perigos iminentes".

A autoridade climática antecipa que haverá "chuvas de moderada a forte intensidade e temperaturas do ar acima dos intervalos normais na costa norte", que costumam superar os 30°C.

Esse fenômeno climático costuma ser acompanhado por deslizamentos, transbordamentos de rios, chuvas intensas, secas e aumento da temperatura na costa devido ao superaquecimento das águas do Pacífico. A última vez que atingiu o Peru foi em 2023.

El Niño Costeiro é uma versão limitada do fenômeno meteorológico global El Niño, que está relacionado ao aquecimento das águas no oceano Pacífico e ocorre, em média, a cada dois a sete anos.

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