O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, considera "possível", mas "terrivelmente difícil", que a agência alcance um acordo com o Irã sobre a inspeção de seu programa nuclear.

Grossi afirmou na Conferência de Segurança de Munique que os inspetores retornaram ao Irã após os bombardeios das forças israelenses e americanas no ano passado, mas que não puderam visitar nenhuma das instalações que foram alvo dos ataques.

Os Estados Unidos posicionaram porta-aviões no Oriente Médio e, segundo a imprensa americana, mais poderão chegar à região dentro de duas semanas.

A tensão vem aumentando depois de o presidente americano, Donald Trump, ter deixado no ar a possibilidade de novas operações militares.

Grossi disse que o diálogo com o Irã desde o retorno dos inspetores no ano passado tem sido "imperfeito, complicado e extremamente difícil".

Para ele, é "completamente possível", mas "terrivelmente difícil" chegar a um acordo com Teerã para visitar os locais atacados.

"A grande questão do momento é como definir estes passos para o futuro. E sabemos perfeitamente bem o que é preciso verificar e como verificá-lo", afirmou.

Os Estados Unidos têm mantido conversas com funcionários iranianos nas últimas semanas, mas o Irão negou o acesso às principais instalações nucleares que foram atacadas em junho de 2025.

Em novembro, afirmaram que as visitas devem enquadrar-se em um novo acordo.

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