Dois líderes do setor reformista do Irã que haviam sido detidos após as manifestações contrárias ao governo de janeiro foram libertados na quinta-feira (12), informou a imprensa iraniana.
O campo reformista apoiou o presidente Masoud Pezeshkian durante a campanha eleitoral de 2024, mas várias de suas lideranças se distanciaram do governo e respaldaram os protestos, iniciados em dezembro para criticar o custo de vida, mas que se propagaram por todo o país contra o sistema teocrático da República Islâmica.
O porta-voz da Frente Reformista, a principal coalizão desta corrente política, Javad Emam, havia sido detido no domingo. Em 2009, ele foi um dos diretores da campanha de Mir Hosein Mousavi, líder opositor e ex-primeiro-ministro, que está em prisão domiciliar desde 2011.
A detenção de Emam ocorreu após as de outras três personalidades do campo reformista, incluindo a de Ebrahim Asgharzadeh, ex-membro do Parlamento.
Emam e Asgharzadeh "foram libertados há alguns minutos, após o pagamento de fiança", afirmou o advogado de ambos, Hojjat Kermani, à agência Isna, segundo o jornal Etemad.
Azar Mansouri, líder desde 2023 da Frente Reformista e ex-assessora do ex-presidente reformista Mohammad Khatami (1997-2005), permanece detida.
O advogado de Mansouri afirmou, no entanto, que a libertação pode acontecer "nos próximos dias, após a anulação de sua ordem de detenção".
As lideranças do grupo reformista haviam sido acusadas de "atentar contra a unidade nacional" e de "coordenação com a propaganda inimiga", segundo a agência Fars.
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