Um tribunal sul-coreano condenou nesta quinta-feira (12) o ex-ministro do Interior Lee Sang-min a sete anos de prisão por seu papel na crise desencadeada por uma tentativa fracassada de instaurar a lei marcial em 2024.
O então presidente, Yoon Suk-yeol, declarou repentinamente o regime militar em dezembro daquele ano e enviou tropas ao Parlamento em Seul, o que mergulhou o país asiático em um breve caos.
O mandatário foi destituído em abril do ano passado por esses fatos e comparecerá a um tribunal em 19 de fevereiro por acusações de insurreição, que podem inclusive acarretar a pena de morte.
Em sua decisão desta quinta-feira, o Tribunal Central do Distrito de Seul determinou que o ex-ministro Lee ordenou às autoridades que cortassem o fornecimento de eletricidade aos veículos de comunicação considerados críticos a Yoon.
“Os atos de insurreição minam os valores fundamentais da democracia e, portanto, merecem punição severa”, afirmou um painel de juízes em um veredito transmitido pela TV.
“Ao ordenar à Agência Nacional de Bombeiros que cooperasse no corte do fornecimento de eletricidade e água aos veículos de comunicação, o acusado participou da insurreição”, acrescentaram os magistrados, ao fixar a pena de sete anos de prisão.
O tribunal também condenou Lee por perjúrio por negar que tivesse dado tais ordens em diligências judiciais anteriores.
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