Centenas de estrangeiros, entre eles vários europeus, estão entre os supostos membros da organização Estado Islâmico (EI) que foram transferidos para o Iraque a partir da Síria, disse nesta quarta-feira (11) à AFP uma fonte da segurança iraquiana.

Na terça-feira, uma autoridade do Iraque indicou que 4.583 detidos chegaram ao país de um total previsto de 7.000, no âmbito de uma operação americana.

A decisão sobre a transferência foi tomada em janeiro pelos Estados Unidos, que lideram uma coalizão antijihadista. O objetivo era evitar qualquer risco de fuga após a retirada, sob pressão do Exército sírio, das forças curdas das prisões onde estavam os jihadistas.

Entre os 5.046 presos já transferidos, apenas 271 são iraquianos, de acordo com a fonte da segurança. A grande maioria, 3.245, é de sírios, enquanto 900 são de países da Europa, da Ásia ou da Austrália.

Os alemães são os detentos europeus mais numerosos (27), seguidos por holandeses (10), britânicos (9) e franceses (3), entre outros, detalhou a fonte à AFP.

A Justiça do Iraque anunciou a abertura de processos contra eles.

No passado, os tribunais iraquianos condenaram à pena de morte e à prisão perpétua centenas de membros do Estado Islâmico, entre eles muitos combatentes estrangeiros, alguns dos quais tinham sido transferidos da Síria.

Em 2014, o Estado Islâmico assumiu o controle de grandes porções de território na Síria e no Iraque, cometendo massacres e submetendo mulheres e meninas à violência e escravidão sexual.

Com o apoio da coligação liderada pelos Estados Unidos, o Iraque proclamou a derrota do grupo em 2017.

Na Síria, as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, derrotaram o EI dois anos depois. Encarceraram milhares de supostos membros do grupo e colocaram dezenas de milhares de seus familiares em campos de concentração.

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