O principal candidato presidencial da direita da Colômbia declarou nesta quarta-feira (11) à AFP que, em seus primeiros 90 dias no cargo, implementaria uma ofensiva aérea respaldada pelos Estados Unidos e por Israel para acabar com os cartéis da cocaína.
Em sua sede de campanha em Bogotá, Abelardo de la Espriella assegurou que implementaria um "plano de choque" para recuperar o controle das zonas sob o comando de guerrilhas e narcotraficantes, com bombardeios e fumigações, sem descartar o uso de aviões de guerra americanos.
A ideia é "começar de maneira imediata com os bombardeios aos acampamentos narcoterroristas e com a fumigação", disse o advogado de 47 anos, que se autodenomina "O Tigre".
"Isso não pode ser feito sem uma aliança estratégica com os Estados Unidos e o Estado de Israel", acrescentou.
De terno impecável e sotaque caribenho, o excêntrico aspirante diz ser um "outsider" da política, com "os colhões" para implementar sua linha dura e tirar a esquerda do poder, que governa pela primeira vez com o presidente Gustavo Petro em 2022.
Durante seus quatro anos de governo, sem possibilidade de reeleição, o mandatário tentou, sem sucesso, negociar a paz com numerosos grupos armados.
Apesar de que, nos últimos meses, Petro endureceu a ofensiva militar contra os cartéis pressionado por Washington, a Colômbia continua sendo o maior produtor mundial de cocaína.
A mais recente pesquisa mostra um empate técnico entre De la Espriella, do movimento "Defensores da Pátria", e o esquerdista e discípulo de Petro, Iván Cepeda.
Fazendo frequentes alusões à "pátria" e ao "tigre" que a defenderá, o advogado assegura ser amigo pessoal do popular ex-presidente Álvaro Uribe, o inimigo número um de Cepeda, que o levou aos tribunais em um julgamento histórico.
A Colômbia, um país dividido pelo conflito armado, voltará a ter um embate nas urnas entre duas forças opostas.
Esse plano de choque consiste em "dotar de armas de primeira geração, de inteligência artificial, de drones e, claro, de orçamento a nossa força pública para ampliar o efetivo", disse De la Espriella.
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