A França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, pediu a demissão da relatora especial para os territórios palestinos, Francesca Albanese, por considerar "escandalosos" os seus comentários em uma conferência, afirmou nesta quarta-feira (11) o ministro francês dos Relações Exteriores.

Em uma intervenção por videoconferência no fórum organizado em Doha pela rede Al Jazeera, Albanese afirmou no sábado (7) a existência de um "inimigo comum" que, segundo ela, permitiu um "genocídio" em Gaza.

"O fato de que, em vez de deter Israel, a maioria dos países do mundo o tenha armado, lhe tenha proporcionado desculpas políticas, um guarda-chuva político e também apoio econômico e financeiros é um desafio", afirmou a advogada italiana.

"A França condena sem qualquer reserva as declarações escandalosas e culpáveis da senhora Francesca Albanese, que não se dirigem ao governo israelense, cuja política pode ser criticada, mas não Israel como povo e como nação, algo absolutamente inaceitável", declarou o ministro francês Jean-Noël Barrot perante os deputados.

Albanese denunciou a existência de um "inimigo comum".

"Quem não controla grandes capitais financeiros, nem os algoritmos nem as armas, constata agora que, como humanidade, temos um inimigo comum", declarou.

Em uma mensagem publicada na segunda-feira (10) no X, Albanese se defendeu das críticas e assegurou que "o inimigo comum da humanidade é O SISTEMA que permitiu o genocídio na Palestina".

Mas, para o chanceler francês, suas palavras "se somam a uma longa lista de posições escandalosas". 

Ele a acusa de justificar os ataques do grupo islamista palestino Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, "o pior atentado antissemita desde a Shoá", de mencionar um  "lobby judaico" ou de comparar Israel ao Terceiro Reich.

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