A Líbia, detentora das maiores reservas de petróleo da África, anunciou nesta quarta-feira (11) a concessão de blocos petrolíferos a empresas estrangeiras pela primeira vez em mais de 17 anos.

Esta é a "primeira licitação internacional em 17 anos", que marca "o retorno da confiança e a retomada do trabalho institucional em um dos setores mais importantes do país, após um longo período de estagnação e desafios", declarou Masoud Suleiman, diretor da petroleira estatal NOC. 

No entanto, foram liberadas apenas cinco concessões – a maioria em alto-mar – das 20 inicialmente oferecidas. Estas serão exploradas e desenvolvidas em colaboração com a NOC. 

Entre as empresas selecionadas está o grupo americano Chevron, que retorna ao país com uma concessão na Bacia de Sirte (leste), área controlada pelo marechal Khalifa Haftar. 

Outras três concessões foram dadas a consórcios: um formado pela espanhola Repsol e pela britânica BP; outro pela italiana Eni e pela Qatar Energy; e um terceiro pela Repsol, a turca Turkish Petroleum e a húngara Mol Group.

A empresa nigeriana Aiteo obteve uma quinta concessão. 

Suleiman enfatizou que esses anúncios "não são meramente técnicos ou administrativos", mas fazem parte de um plano de "crescimento, retorno à normalidade e construção de um futuro baseado no trabalho institucional e na colaboração".

Em relação aos 15 blocos ainda não liberados, ele anunciou a criação de um comitê técnico para negociar com os potenciais candidatos e "melhorar as condições". 

A Líbia, com reservas estimadas em 48,4 bilhões de barris, as maiores do continente, produz atualmente cerca de 1,5 milhão de barris por dia, mas pretende aumentar esse número para 2 milhões.

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