O ChatGPT, o chatbot de inteligência artificial (IA) mais utilizado do mundo, iniciou na segunda-feira (9) uma fase de testes para integrar publicidade, informou a empresa americana OpenAI, uma novidade que deve gerar novas receitas em uma indústria muito cara.
"Hoje, começamos a testar anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos. O teste será direcionado a usuários adultos com uma assinatura Free ou Go", ou seja, a versão gratuita e a assinatura básica, afirmou a OpenAI.
A empresa acrescentou que os usuários que não desejam ver publicidade poderão desativá-la, mas suas interações com o ChatGPT ficarão limitadas a "um número reduzido de mensagens gratuitas diárias".
O passo foi concretizado após o anúncio de meados de janeiro da OpenAI sobre o início da publicidade para os usuários nos Estados Unidos.
A decisão foi ironizada pela concorrente Anthropic durante o Super Bowl de domingo. A empresa que criou o chatbot Claude exibiu durante a decisão do futebol americano um anúncio em que um homem pede conselhos a uma ferramenta de conversa e recebe respostas sérias, até que estas são interrompidas pela publicidade de um site fictício de encontros.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, considerou o anúncio "divertido, mas claramente desonesto".
No comunicado divulgado na segunda-feira, a empresa afirmou que os "anúncios não influenciam as respostas fornecidas pelo ChatGPT".
Também destacou que a evolução contribuiria para "financiar" a infraestrutura e os investimentos necessários para seu modelo de IA.
Com apenas uma fração de seus milhões de usuários como assinantes, a OpenAI está sob pressão para gerar novas receitas.
Embora sua avaliação tenha alcançado 500 bilhões de dólares (2,59 bilhões de reais) em fundos privados desde 2022, e uma entrada na Bolsa de até um trilhão de dólares tenha sido mencionada, o grupo gera gastos colossais que consomem seus recursos em alta velocidade devido à potência computacional necessária para fazer a IA funcionar.
Com este passo, a OpenAI alinha seu modelo ao dos gigantes Google e Meta, cuja força é baseada sobretudo na publicidade vinculada a seus serviços gratuitos.
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