O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (9) as mortes de dois supostos "narcoterroristas" em um novo ataque contra uma embarcação no Pacífico, o que eleva para 130 o número de vítimas desde que iniciou sua campanha antidrogas na região.
Com o argumento de combater o narcotráfico, o governo do presidente Donald Trump enviou, em setembro, um contingente militar ao Caribe e ao Pacífico Oriental, onde ao menos 38 embarcações foram destruídas.
Trump alega que os cartéis do tráfico de drogas operam a partir da Venezuela.
"Dois narcoterroristas morreram e um sobreviveu", indicou, nesta segunda, o Comando Sul (Southcom) em seu perfil no X.
A publicação acrescenta que a Guarda Costeira americana foi notificada para "ativar o sistema de busca e resgate do sobrevivente".
Esta é a terceira embarcação destruída desde que os Estados Unidos depuseram à força o presidente venezuelano Nicolás Maduro durante um ataque militar em Caracas e outras regiões do país em 3 de janeiro.
Antes de ser capturado, Maduro acusou os Estados Unidos de quererem derrubá-lo com o destacamento militar no Caribe, em vez de combaterem o narcotráfico.
Maduro está detido em Nova York, onde é julgado por narcotráfico.
Em janeiro, os familiares de dois cidadãos de Trinidad e Tobago, que morreram no ano passado durante um ataque militar dos Estados Unidos contra uma embarcação, processaram o governo de Trump por homicídio culposo.
Washington não proporcionou evidências definitivas de que as embarcações atacadas estivessem relacionadas com o tráfico de drogas, o que suscitou um intenso debate sobre a legalidade das operações.
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