A polícia norueguesa anunciou, nesta segunda-feira (9), que abriu uma investigação para apurar se uma diplomata de destaque, conhecida por seu papel nos Acordos de Oslo, e seu marido cometeram supostas irregularidades no âmbito de seus vínculos com Jeffrey Epstein. 

O Økokrim, divisão da polícia encarregada de investigar crimes financeiros, informou em nota que realizou buscas em um apartamento em Oslo e na casa de uma testemunha. 

O anúncio é feito após a imprensa norueguesa noticiar que Epstein deixou 10 milhões de dólares (52,33 milhões de reais na cotação atual) aos dois filhos de Mona Juul e de Terje Rød-Larsen. 

Condenado em 2008 por solicitar prostituição a uma menor, Epstein foi encontrado morto na prisão em 2019, antes de ser julgado por exploração sexual de mulheres, incluindo menores. 

“Økokrim quer investigar a eventual concessão de vantagens em relação às funções ocupadas” por Mona Juul, informou a polícia em comunicado. 

Juul foi chefe de departamento no Ministério das Relações Exteriores da Noruega e, mais tarde, embaixadora no Reino Unido na década de 2010, quando, segundo e-mails publicados pela imprensa a partir de documentos do caso Epstein, o casal manteve vínculos com o criminoso sexual americano. 

Juul, de 66 anos, e Rød-Larsen, de 78, desempenharam papeis fundamentais nas negociações secretas israelenses-palestinas que levaram aos Acordos de Oslo no início da década de 1990. 

O Ministério das Relações Exteriores da Noruega anunciou que Juul renunciou ao cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque. 

Outras personalidades norueguesas de alto escalão, como a princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, também foram afetadas após a recente divulgação de novos arquivos do caso nos Estados Unidos.

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