O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou uma próxima visita à Venezuela para se reunir com a presidente interina Delcy Rodríguez e autoridades do setor petrolífero. 

Wright informou sobre essa visita ao site Politico nesta segunda-feira (9), mas sem indicar a data exata. 

O secretário descartou que o petróleo tenha sido um elemento significativo na decisão que levou os Estados Unidos a atacar militarmente a Venezuela em 3 de janeiro e capturar o líder Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. 

“Tratava-se de uma questão geopolítica, de um país que ameaçava todos os seus vizinhos, o continente americano, que exportava armas, drogas e criminosos”, declarou. O fato de o petróleo ser “o principal recurso da Venezuela talvez seja uma simples coincidência”, afirmou. 

A visita de Wright seria a de mais alto nível do governo de Donald Trump desde a intervenção militar. 

Em 16 de janeiro, o diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Caracas com Delcy Rodríguez. A Venezuela conta com as maiores reservas comprovadas de hidrocarbonetos do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris. 

O Parlamento da Venezuela aprovou em janeiro, sob pressão dos Estados Unidos, uma reforma petrolífera que abre as portas ao investimento estrangeiro, enquanto o presidente americano afirma que administra a comercialização do petróleo venezuelano. 

“Penso que a rápida aprovação dessa legislação pode ser vista como um gesto da pronta melhoria nas novas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela”, disse Wright ao Politico. “Eles desejam que investimentos cheguem à Venezuela tanto quanto nós”, acrescentou. 

O setor petrolífero venezuelano está sob embargo dos Estados Unidos desde 2019, mas, após a aprovação da reforma, o Tesouro americano emitiu licenças que flexibilizam as sanções.

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