O suposto autor da tentativa de assassinato de um comandante militar russo em Moscou, detido nos Emirados Árabes Unidos, confessou e disse que foi recrutado pelos serviços de segurança ucranianos, afirmou nesta segunda-feira (9) o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia.
O general Vladimir Alekseyev foi atingido por vários tiros na sexta-feira e foi hospitalizado.
Acusado de ser "o executor direto" e detido em Dubai, Liubomir Korba, nascido em 1960, e seu cúmplice Viktor Vasin, nascido em 1959 e detido em Moscou, "admitiram a culpa", afirmou o FSB em um comunicado.
"Eles contaram os detalhes dos preparativos da tentativa de assassinato cometida por ordem dos Serviços de Segurança Ucranianos (SBU)", acrescenta a nota.
Segundo o comunicado, Korba "foi recrutado por um agente do SBU em agosto de 2025", com a ajuda de seu filho Liuboch Korba, cidadão polonês, antes de fazer um treinamento de tiro em Kiev e ser enviado à Rússia.
Ele recebeu a proposta de "30.000 dólares" pelo assassinato do general Alekseyev, uma pistola com silenciador e uma chave eletrônica da entrada do prédio do general, afirmou o FSB.
Uma cúmplice de Liubomir Korba, Zinaida Serebritskaia, alugou um apartamento no prédio, antes de fugir para o exterior no dia anterior ao crime.
Na sexta-feira passada, Liubomir Korba entrou no prédio e atirou quatro vezes na direção do general Alekseyev. Fugiu para os Emirados Árabes Unidos, onde foi detido a pedido da Rússia.
Nos últimos meses, a Rússia e os territórios ucranianos sob seu controle registraram uma série de assassinatos de militares e funcionários políticos locais, alguns deles reivindicados por Kiev.
O general Alekseyev, 64 anos, foi alvo de sanções no Ocidente por seu suposto papel em ciberataques atribuídos à Rússia e é acusado de ter organizado um ataque com um agente neurotóxico contra um desertor russo, Sergey Skripal, no Reino Unido, em 2018.
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