Uma importante organização de defesa das liberdades civis dos Estados Unidos pediu que um comitê das Nações Unidas investigue as "graves violações" do governo federal em Minnesota, onde foram realizadas operações migratórias.
Durante semanas, milhares de agentes federais, incluindo militares armados e usando balaclavas, multiplicaram as operações neste estado do norte dos Estados Unidos para expulsar migrantes em situação irregular, um dos objetivos do presidente republicano Donald Trump em seu segundo mandato.
A morte de dois manifestantes baleados por agentes em janeiro desencadeou pânico.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) afirma ter enviado um pedido urgente ao Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD), instando-o a "investigar as graves violações dos Estados Unidos às suas obrigações de direitos humanos" em Minnesota.
A ACLU pediu que o comitê responda com urgência à dura repressão migratória de Trump, afirmando que "os agentes federais ignoraram direitos humanos básicos", especialmente sobre "comunidades somalis e latinas".
"A flagrante repressão do governo Trump em Minnesota não viola apenas a Constituição, mas também as obrigações internacionais de direitos humanos dos Estados Unidos que proíbem o uso de perfis raciais e étnicos, os assassinatos extrajudiciais e o uso ilegal da força contra manifestantes e observadores", afirma Jamil Dakwar, dirigente da ACLU, em comunicado.
O CERD, composto por 18 especialistas independentes encarregados de supervisionar como os países implementam uma convenção internacional sobre a eliminação do racismo, confirmou à AFP ter recebido o pedido da ACLU.
O Comitê avaliará a solicitação antes de sua próxima sessão ordinária, que começará em meados de abril, declarou uma porta-voz à AFP.
O pedido da ACLU sustenta que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) detêm moradores de Minnesota com base em sua raça, etnia e origem, o que configura "violações flagrantes" da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, da qual os EUA fazem parte desde 1994.
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