Um dos "participantes-chave" no ataque de 2012 ao consulado dos Estados Unidos na cidade líbia de Benghazi foi preso, anunciou nesta sexta-feira (6) a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi. 

Ela afirmou que o suspeito, Zubayr al-Bakoush, foi transferido para os Estados Unidos, onde será acusado de assassinato, entre outros crimes. 

Em uma coletiva de imprensa, Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, não especificaram onde Bakoush foi preso. Apenas indicaram que a prisão ocorreu "no exterior". 

"Processaremos este suposto terrorista com todo o rigor da lei. Ele enfrentará acusações relacionadas a assassinato, terrorismo, incêndio e outros", acrescentou Bondi. 

A Fox News exibiu imagens exclusivas da chegada do detido a uma base militar na Virgínia, nos arredores de Washington. Nas imagens, um homem idoso tem dificuldade para sair do avião e é colocado em uma maca, onde parece estar tremendo. 

O embaixador Chris Stevens e três membros da missão diplomática foram mortos no ataque de 11 de setembro de 2012 ao consulado dos Estados Unidos na segunda maior cidade da Líbia, um ataque atribuído a um grupo jihadista ligado à Al-Qaeda.

Militantes islamistas com armas automáticas e granadas invadiram o complexo americano em um momento em que esse país norte-africano rico em petróleo estava mergulhado em guerra civil. 

O ataque, o primeiro a tirar a vida um embaixador americano desde 1979, chocou profundamente os Estados Unidos e desencadeou uma tempestade política para o governo do então presidente Barack Obama. 

Os Estados Unidos já haviam condenado pelo menos dois líbios por seu envolvimento no ataque a Benghazi. Ahmed Abu Khatallah foi sentenciado a 22 anos de prisão em 2018, e Mustafa al-Imam a quase 20 anos em 2020.

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