A Albânia anunciou, nesta quinta-feira (5), o fim da proibição do TikTok decretada há 11 meses, ao afirmar que a plataforma se comprometeu a instalar "novos mecanismos de segurança".
O acesso ao TikTok, que tem mais de 1 bilhão de usuários no mundo, foi suspenso em março de 2025 após a morte de um adolescente esfaqueado por um colega de escola em uma briga desencadeada por uma disputa nas redes sociais.
O decreto de 6 de março de 2025, "relativo à aplicação de medidas temporárias para prevenir os efeitos nocivos da plataforma TikTok", foi revogado, segundo o texto da nova decisão tomada em 3 de fevereiro pelo governo do socialista Edi Rama, anunciada nesta quinta-feira.
"A suspensão dessas medidas ocorre após uma reavaliação institucional e porque as preocupações" do governo foram levadas em conta pela plataforma, afirmou, por sua vez, a agência governamental responsável por mídia e informação.
A decisão de março de 2025 de proibir temporariamente o TikTok "permitiu estabelecer as bases de um novo mecanismo de segurança", assim como "filtros de proteção" e "controle de conteúdos", afirma a agência em comunicado, acrescentando que "as autoridades albanesas cooperam com representantes do TikTok".
Diversos estudos evidenciaram nos últimos anos os danos causados pelas redes sociais a parte dos jovens usuários, e vários países adotaram medidas recentemente, preocupados com o impacto dessas plataformas na saúde de crianças e adolescentes.
Desde dezembro, menores de 16 anos na Austrália já não têm acesso ao Facebook, TikTok, Instagram e a outros sites de redes sociais, como YouTube e Reddit.
A França planeja fazer o mesmo para menores de 15 anos, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou em janeiro que seu governo não descarta "nenhuma opção", inclusive a proibição para menores de 16 anos.
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