O Ministério Público da Líbia anunciou nesta quarta-feira (4) a abertura de uma investigação sobre o assassinato de Saif al-Islam Kadhafi, filho do ex-líder Muammar Kadhafi, na cidade de Zenten. 

Peritos forenses foram enviados a Zenten, noroeste da Líbia, onde Saif al-Islam foi morto a tiros na terça-feira. 

Seu advogado, o francês Marcel Ceccaldi, disse à AFP que um "grupo de quatro homens" não identificado invadiu sua casa em Zenten na terça-feira. Cecaldi disse que soube há cerca de dez dias, por uma pessoa próxima, "que enfrentava problemas com sua segurança". 

A Líbia mergulhou no caos após uma revolta apoiada pela Otan em 2011, que derrubou Kadhafi. O ditador morreu em outubro daquele ano, executado por uma multidão que o capturou perto da cidade de Sirte, no centro do país. 

A Líbia permanece dividida entre um governo apoiado pela ONU, com sede em Trípoli, no oeste, e uma administração rival em Benghazi, no leste. Nenhuma autoridade se pronunciou sobre a morte de Saif al-Islam. 

Considerado por muito tempo um possível sucessor de Muammar Kadhafi antes da queda do regime, ele tentou projetar uma imagem de moderação e reforma. A tentativa fracassou quando, naquele ano, prometeu um banho de sangue em resposta aos levantes contra o governo de seu pai. 

Saif al-Islam Kadhafi, procurado pelo TPI por crimes contra a humanidade, foi preso em 2011 no sul da Líbia por rebeldes. Foi condenado à morte em 2015 após um julgamento sumário, embora posteriormente tenha se beneficiado de uma anistia.

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