Cinco suspeitos de exportar bens clandestinamente para a Rússia, especialmente para 20 empresas de armamento, no valor aproximado de 30 milhões de euros (183 milhões de reais), foram presos, anunciou nesta segunda-feira (2) a Promotoria Federal alemã.
Os cinco alemães, dois deles também com nacionalidade russa, são acusados de usar uma empresa na cidade de Lübeck para organizar, nos últimos anos, 16.000 envios à Rússia, país sob sanções desde a invasão à Ucrânia em 2022, informou em comunicado.
A investigação incluiu buscas em outros locais e foi realizada por agentes de fronteira em cooperação com os serviços de inteligência externa alemães, o BND.
Os promotores indicaram que a rede "era supostamente operada por agências estatais russas" e que há "pelo menos 24 companhias russas de armamento" entre os destinatários.
O diretor-geral do estabelecimento, identificado como o russo-alemão Nikita S., está entre os detidos.
“Desde pelo menos o início da guerra de agressão russa contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, ele e outros acusados utilizaram a empresa várias vezes para fornecer elementos à indústria russa”, indicaram os procuradores.
“Para ocultar as transações, os acusados utilizaram pelo menos outra empresa fantasma em Lübeck, clientes falsos dentro e fora da União Europeia, e uma companhia russa como destinatária, na qual Nikita S. também ocupa um cargo de responsabilidade”, indicou o comunicado.
“O objetivo desta operação era se esquivar” das sanções europeias, acrescentaram os promotores, sem detalhar os objetos exportados ilegalmente.
Os outros suspeitos detidos foram identificados como o germano-ucraniano Artem I. e os alemães Boris M. e Eugen R. Também foi detido o germano-russo Daniel A.
Todos são acusados de pertencer “a uma organização criminosa envolvida em negócios de exportação que violam a lei de comércio Exterior e pagamentos”, indicou.
Os acusados serão apresentados na terça-feira a um juiz do Tribunal Federal de Justiça, que determinará a prisão de quatro dos suspeitos e decidirá se mantém Daniel A. em prisão preventiva.
As autoridades também fazem investigações em Frankfurt, Nuremberg e outras localidades.
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