A China executou quatro suspeitos de liderar centros de golpes em Mianmar, informou um tribunal chinês nesta segunda-feira(2), no segundo anúncio desse tipo em menos de uma semana.
Esses centros, onde golpistas atraem usuários da internet com ofertas de relacionamentos amorosos ou investimentos em criptomoedas, floresceram recentemente no Sudeste Asiático.
Inicialmente, tinham como alvo principalmente chineses, mas os grupos criminosos por trás desses centros expandiram-se para múltiplos idiomas com o objetivo de se apropriar de bilhões de dólares de vítimas em todo o mundo.
Eles utilizam milhares de trabalhadores estrangeiros, alguns deles vítimas de tráfico, para aplicar seus golpes.
A China intensificou nos últimos anos sua cooperação com governos regionais, e milhares de pessoas foram repatriadas para enfrentar julgamentos no pouco transparente sistema judicial chinês.
Na semana passada, um tribunal na cidade chinesa de Wenzhou, no leste do país, anunciou que havia executado 11 pessoas vinculadas a operações de golpe do “grupo criminoso família Ming”.
Os quatro executados mais recentes estariam ligados ao “grupo criminoso família Bai”, indicou em um comunicado o Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen.
Eles foram acusados de fraude, homicídio doloso, lesões corporais dolosa, sequestro, extorsão e prostituição forçada, entre outros crimes.
Segundo o tribunal, o grupo administrava centros de fraude na região de Kokang, no norte de Mianmar, e suas ações causaram a morte de seis chineses e ferimentos em “muitos” outros.
Os quatro condenados que foram executados haviam sido sentenciados à morte em novembro.
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