O Panamá mantém contatos com a companhia dinamarquesa Maersk para que assuma temporariamente dois portos no canal operados pela empresa de Hong Kong CK Hutchison, cuja concessão foi anulada pela Justiça, anunciou nesta sexta-feira (30) o presidente panamenho, José Raúl Mulino.
A Suprema Corte do Panamá invalidou os contratos na quinta-feira, em meio às reiteradas ameaças do presidente americano, Donald Trump, de recuperar a via interoceânica que os Estados Unidos construíram e cederam ao Panamá, ao afirmar que ela está sob controle de Pequim.
"As conversas avançaram" com "uma subsidiária do grupo APM Moller Maersk, que demonstrou disposição para assumir transitoriamente a operação de ambos os terminais e que conta com a capacidade e a experiência necessárias", disse Mulino em uma mensagem gravada.
A anulação dos contratos foi rejeitada tanto pela Hutchison quanto pelo governo chinês, que prometeu "proteger" os interesses de suas empresas.
Mulino também afirmou que os portos serão concessionados novamente, embora não tenha especificado em que prazo.
"Até que a decisão se torne definitiva, haverá um período de continuidade para a operadora atual (...), depois inicia-se um período de transição que culminará em uma nova concessão em termos e condições favoráveis ao nosso país", disse o presidente, que considerou os acordos anteriores "onerosos".
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