O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) que "parece" que o movimento islamista palestino Hamas entregará as armas, um dos passos cruciais previstos em seu plano para resolver o conflito em Gaza.

"Muitas pessoas dizem que eles nunca vão se desarmar. Parece que vão se desarmar", declarou Trump em uma reunião de gabinete, depois que seu enviado especial, Steve Witkoff, ofereceu uma breve atualização sobre as negociações.

O presidente também elogiou a cooperação com o Hamas, considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, depois que as forças israelenses recuperaram os restos mortais do último refém mantido em Gaza, Ran Gvili.

"Eles nos ajudaram com esses corpos, a recuperá-los, e essa família está muito agradecida", disse Trump.

Witkoff, sentado a um lado da sala enquanto os membros do gabinete e a imprensa ouviam, expressou grande confiança de que o Hamas cumprirá o que foi acordado.

"Retiramos os terroristas de lá e eles vão se desmilitarizar. Farão isso porque não têm outra opção", disse Witkoff. "Eles vão largar. Vão entregar os AK-47", disse ele a Trump.

O Hamas manifestou na quarta-feira estar disposto a uma "transferência completa do governo" da Faixa de Gaza o mais rápido possível.

Segundo o plano do presidente dos Estados Unidos para pôr fim à guerra em Gaza, um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) deve administrar provisoriamente o território palestino sob a tutela do "Conselho da Paz", presidida pelo próprio Trump.

A segunda fase da trégua, que entrou em vigor no último dia 10 de outubro, prevê o desarmamento do Hamas, a retirada progressiva do Exército israelense — que ainda controla aproximadamente metade da Faixa de Gaza — e o estabelecimento de um comitê tecnocrático para a administração do território palestino.

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