Todo o comitê executivo da Associação de Futebol da Malásia (FAM) renunciou nesta quarta-feira (28), em meio a um escândalo desencadeado pelo uso de documentos falsificados para inscrever jogadores estrangeiros para defender a seleção do país nas eliminatórias da Copa da Ásia.

"As renúncias são para preservar a reputação e os interesses institucionais da associação e mitigar o risco de outras consequências adversas que possam afetar o futebol malaio como um todo", disse aos repórteres o presidente interino da entidade, Yusoff Mahadi.

Em setembro, a Fifa suspendeu sete jogadores estrangeiros por um ano e multou a FAM em US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões na cotação atual) por apresentarem certidões falsas para justificar sua origem malaia.

O caso foi investigado após a apresentação de uma queixa depois da vitória da Malásia por 4 a 0 sobre o Vietnã em um jogo das eliminatórias em junho.

A FAM recorreu das punições, mas um comitê da Fifa rejeitou o recurso e emitiu um relatório severo criticando a associação por "não tomar medidas disciplinares visíveis".

Depois, a federação de futebol da Malásia recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, onde o caso está pendente.

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