O Irã executou nesta quarta-feira (28) um homem detido em abril de 2025 e acusado de espionar para o serviço de inteligência israelense Mossad, informou o Poder Judiciário.
Hamidreza Sabet Esmailpour, condenado por repassar informações a um agente do serviço secreto de Israel, foi enforcado durante a manhã, segundo a agência de notícias Mizan, vinculada ao órgão judicial.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que 12 pessoas foram executadas no Irã por acusações similares após a guerra de 12 dias com Israel em junho do ano passado.
Também expressam preocupação com a possibilidade de que os manifestantes detidos na onda de protestos deste mês possam enfrentar a pena de morte.
As manifestações começaram em dezembro, provocadas pelo aumento do custo de vida, mas se transformaram em um grande movimento de protesto contra a estrutura teocrática da República Islâmica, seguido por uma repressão que provocou milhares de mortes, segundo ONGs.
A Mizan destacou que Esmailpour foi condenado por compartilhar informações com o Mossad, comprar equipamentos para ajudar Israel a executar "operações de sabotagem" em bases de mísseis iranianas e transportar veículos com explosivos.
Desde a guerra, a República Islâmica prometeu julgamentos rápidos para os detidos sob suspeita de colaborar com Israel, seu grande inimigo.
Segundo grupos de direitos humanos, o Irã é a nação com mais execuções no mundo depois da China. No ano passado, pelo menos 1.500 pessoas foram enforcadas no país, de acordo com a Iran Human Rights.
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