A chancelaria do Equador repudiou nesta terça-feira (27) o que denunciou como uma tentativa de incursão de agentes de imigração em sua sede consular em Minneapolis, Estados Unidos, em meio a uma onda de descontentamento pelas batidas ordenadas por Donald Trump.
O governo do presidente Daniel Noboa, um dos maiores aliados de Washington na América Latina, emitiu uma nota de protesto dirigida à embaixada americana em Quito pelo episódio, segundo informou a chancelaria em comunicado.
Na manhã desta terça-feira, "um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega [ICE, na sigla em inglês] tentou ingressar nas instalações do Consulado", mas funcionários "impediram a entrada do oficial" para proteger "os equatorianos que se encontravam na sede consular naquele momento", detalhou a pasta.
Imagens difundidas nas redes sociais mostram um homem com o rosto coberto tentando entrar no edifício, enquanto um funcionário o adverte de que não está autorizado.
A chancelaria pediu que "atos desta natureza não se repitam em nenhum dos escritórios consulares do Equador nos Estados Unidos".
A morte este mês de duas pessoas na cidade de Minneapolis por disparos de agentes federais escalaram a crise na cidade e ameaçam travar uma das principais políticas do segundo mandato presidencial de Trump: a luta contra a imigração.
Na semana passada, a imagem de um menino equatoriano de 5 anos escoltado por um agente do ICE que o segurava pela mochila circulou por todo o mundo e atiçou os protestos.
A chancelaria equatoriana indicou que o menor e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas, à espera de uma audiência judicial para resolver um pedido de asilo que tinham em curso.
A crescente violência vinculada a gangues de narcotraficantes, o desemprego e o alto custo da vida são algumas das razões que levam os equatorianos a emigrar.
Em 2025, mais de 9.500 equatorianos foram deportados dos Estados Unidos.
O pico mais alto de deportações dos últimos cinco anos ocorreu em 2023, quando cerca de 18.400 imigrantes foram devolvidos ao Equador, segundo dados da chancelaria.
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