O Equador aumentou de três para 30 dólares a tarifa de transporte de petróleo da Colômbia por seu oleoduto, em meio a uma guerra tarifária, anunciou nesta segunda-feira (26) o governo de Daniel Noboa.
Quito impôs, a partir de domingo, uma tarifa de 30% sobre as importações vindas da vizinha Colômbia, por considerar que o país não faz o suficiente no combate ao narcotráfico na fronteira comum.
Bogotá respondeu com a mesma tarifa para cerca de vinte produtos equatorianos e com a suspensão do fornecimento de eletricidade, do qual o Equador é deficitário.
"Fizemos uma mudança no valor da tarifa" aplicada à estatal colombiana Ecopetrol pelo uso do Sistema do Oleoduto Transequatoriano (SOTE), de propriedade do Equador, disse a ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano, acrescentando que "em vez de três dólares, são 30" por barril.
O SOTE transportou quase 10.300 barris por dia (bd) de petróleo colombiano, de empresas privadas e da Ecopetrol, em novembro passado, de acordo com o portal eletrônico Primicias.
Na quinta-feira passada, Manzano anunciou que seu país imporia novas tarifas ao transporte de petróleo bruto colombiano pelo Oleoduto de Crudos Pesados (OCP), em "reciprocidade" à decisão de Bogotá de suspender a venda de eletricidade.
No entanto, nesta segunda-feira, a ministra esclareceu que o transporte por esse duto é fruto de um acordo entre empresas privadas, sem especificar se haverá aumentos ou não.
O OCP, de propriedade privada, mas administrado pelo Estado equatoriano, tem capacidade para transportar 450 mil bd da floresta amazônica até o Pacífico, enquanto o SOTE tem capacidade para 360 mil bd.
A produção do país ficou em 469 mil bd em novembro, segundo os dados mais recentes do Banco Central do Equador.
Desde 2013, quando a Colômbia começou a usar o OCP, esse oleoduto transportou 46 milhões de barris de petróleo bruto colombiano.
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