O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) que aumentará as tarifas sobre vários produtos sul-coreanos e acusou o país asiático de "não estar à altura" de um acordo comercial anterior firmado com Washington.
"Dado que o Poder Legislativo da Coreia não promulgou nosso Histórico Acordo Comercial, o que é sua prerrogativa, por meio desta aumento as TARIFAS da Coreia do Sul sobre automóveis, produtos madeireiros, farmacêuticos e todas as demais TARIFAS recíprocas", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
A mudança de postura do líder americano ocorre meses depois de Washington e Seul terem alcançado um acordo comercial e de segurança, após um período de negociações tensas.
O acordo foi fechado depois que Trump se reuniu com seu par sul-coreano, Lee Jae Myung, em outubro. Ele incluiu promessas de novos investimentos por parte da Coreia do Sul, assim como cortes tarifários dos Estados Unidos.
Pelo pacto, Washington manteria tarifas de até 15% sobre produtos sul-coreanos, incluindo veículos, autopeças e produtos farmacêuticos.
Os termos do acordo reduziram as tarifas americanas sobre automóveis sul-coreanos a partir de um nível de 25%. Se a ameaça mais recente de Trump for aplicada, esse ponto seria revertido.
A indústria automobilística representa 27% das exportações da Coreia do Sul para os Estados Unidos, que recebem quase metade das exportações de automóveis do país asiático.
Um retorno a tarifas mais altas colocaria as exportações sul-coreanas em uma posição menos vantajosa frente a outras economias, como Japão e União Europeia, que firmaram acordos para tarifas norte-americanas de 15%.
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