Um alto funcionário iraniano informou, nesta segunda-feira (26), que espera que o acesso à internet para as empresas seja restabelecido nos próximos dois dias, depois que as autoridades impuseram um apagão ao serviço durante uma onda de protestos contra o governo.

Organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que o corte da internet permitiu ocultar uma repressão letal que deixou milhares de manifestantes mortos.

"Esperamos que o acesso das empresas à internet internacional seja restabelecido nos próximos um (dia) ou dois", declarou Hossein Rafieian, alto funcionário em assuntos de economia digital, à agência de notícias iraniana Mehr.

O monitor da internet Netblocks disse que o Irã tinha ficado desconectado da rede global durante 18 dias.

Os protestos começaram no fim de dezembro por causa da situação econômica, mas se tornaram um movimento multitudinário contra o governo da República Islâmica, com enormes manifestações de rua durante vários dias a partir de 8 de janeiro, dia em que foi imposto um bloqueio da rede.

As ONGs que rastreiam as mortes resultantes da repressão assinalou que seu trabalho foi dificultado pela interrupção do serviço de internet, e advertiram que os dados confirmados de mortes provavelmente sejam muito inferiores ao número real de vítimas.

A Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, disse ter confirmado que 5.848 pessoas morreram, incluídos 209 membros das forças de segurança. Mas acrescentou que ainda investiga outras 17.091 possíveis mortes.

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