O governo espanhol decidiu expulsar o embaixador da Nicarágua em Madri e outro diplomata da legação, em reciprocidade pela “injusta expulsão” de seu embaixador e adjunto em Manágua, informou nesta segunda-feira (26) uma fonte da Chancelaria espanhola.
O embaixador espanhol, Sergi Farré Salvá, estava há algumas semanas na função quando foi notificado de sua expulsão, informaram meios de comunicação neste fim de semana.
Este não foi o primeiro choque diplomático entre o Executivo do socialista Pedro Sánchez e o governo atualmente liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo.
Em 2021, a Espanha chamou para consultas seu embaixador em Manágua, em meio a uma onda de prisões de opositores, entre eles sete candidatos à presidência, às vésperas das eleições de novembro de 2021, nas quais Ortega obteve um quarto mandato consecutivo.
Em março do ano seguinte, a Nicarágua retirou seu embaixador Carlos Midence, alegando “pressões e ameaças de ingerência” do governo espanhol.
Em julho de 2022, as tensões diminuíram com a chegada de uma nova embaixadora espanhola à Nicarágua.
No ano seguinte, no entanto, a Espanha concedeu nacionalidade a mais de 300 opositores que haviam sido despojados deste vínculo que une o indivíduo ao Estado.
Ortega, ex-guerrilheiro no poder desde 2007 e que também governou a Nicarágua na década de 1980, é acusado por seus críticos e organizações humanitárias de instaurar uma “ditadura familiar” ao lado de sua esposa, Murillo, nomeada copresidente por uma reforma constitucional.
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