Uma ONG sediada nos Estados Unidos declarou, nesta segunda-feira (26), ter confirmado a morte de quase 6.000 pessoas nos protestos brutalmente reprimidos que abalaram o Irã no início deste mês, e acrescentou que está investigando milhares de outros casos. 

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês), 5.848 pessoas morreram, incluindo 5.520 manifestantes, 77 menores de idade, 209 membros das forças de segurança e 42 transeuntes. 

A ONG acrescentou que está investigando outras 17.091 possíveis mortes. 

O governo relatou 3.117 mortes na quarta-feira, mas organizações de direitos humanos estimam que o número possa ser muito maior. 

Verificar esses números é difícil devido ao bloqueio da internet imposto pelas autoridades. As ONGs acreditam que a medida foi implementada para ocultar a dimensão da repressão. 

Os protestos começaram no final de dezembro contra o alto custo de vida, mas evoluíram para um movimento contra o regime teocrático no poder desde a revolução de 1979. 

A HRANA também noticiou a prisão de pelo menos 41.283 pessoas. 

A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, confirmou a morte de 3.428 manifestantes, embora tema que o número real possa chegar a 25.000. 

Enquanto isso, o canal da oposição Iran International, com sede no exterior, afirma que mais de 36.500 pessoas morreram, citando documentos confidenciais e fontes de segurança.

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