O governo do México informou, neste domingo (25), que o Brasil assumirá sua representação diplomática no Peru, mais de dois meses depois de o governo do país andino ter rompido relações devido ao asilo concedido à ex-chefe do gabinete peruano Betssy Chávez.

No início de novembro, o Peru rompeu relações com o México após o asilo concedido a Chávez, que responde a processo e tem ordem de captura por conta do fracassado golpe de Estado de dezembro de 2022 do ex-presidente Pedro Castillo.

“A pedido do governo do México e com o consentimento do governo peruano, o Brasil assumiu a representação dos interesses diplomáticos mexicanos em território peruano”, disse a chancelaria mexicana em comunicado.

O órgão acrescentou que a representação inclui “a custódia das instalações da embaixada do México no Peru, incluindo a residência do chefe de missão, bem como seus bens e arquivos”.

O México mantém uma histórica tradição de acolher pessoas que denunciam perseguição política. Nos últimos anos, concedeu asilo a figuras como o ex-presidente boliviano Evo Morales e o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.

As relações entre o Peru e o México começaram a se deteriorar após a destituição de Castillo em dezembro de 2022, quando o então presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador concedeu asilo à esposa e aos filhos do ex-presidente peruano.

Desde então, o governo mexicano não reconhece nenhuma autoridade peruana. Em decorrência disso, ambos os países retiraram seus embaixadores.

Apesar da crise política, Peru e México mantêm seu comércio bilateral.

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