O filho do presidente do Irã, que também é assessor do governo, pediu neste sábado (24) o restabelecimento do acesso à internet, alertando que o bloqueio de mais de duas semanas exacerbará o sentimento antigovernamental.
Yousef Pezeshkian afirmou no aplicativo de mensagens Telegram que a manutenção do bloqueio da internet "gerará descontentamento e ampliará o abismo entre o povo e o governo".
O governo iraniano bloqueou o serviço de internet em todo o país durante os protestos, que foram recebidos com uma repressão brutal.
A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, afirmou que o número final de mortos na repressão pode ultrapassar 25.000.
O governo iraniano contabilizou 3.117 mortos, incluindo 2.427 que foram classificados como "mártires".
Esse termo é usado para distinguir membros das forças de segurança e civis inocentes daqueles que as autoridades descrevem como "manifestantes violentos" incitados pelos Estados Unidos e Israel.
Pezeshkian acrescentou neste sábado que não sabia quando o acesso à internet seria restabelecido. Ele mencionou que a preocupação com a "divulgação de vídeos e imagens relacionados aos protestos da semana passada, que se tornaram violentos", é um dos motivos pelos quais a internet permanece fora do ar.
"A disseminação de vídeos é algo com que teremos que lidar mais cedo ou mais tarde. Bloquear a internet não resolverá nada; apenas adiará o problema", disse ele.
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