Itália, Dinamarca e Alemanha prestaram homenagem neste sábado (24) ao sacrifício de seus soldados no Afeganistão, em resposta aos comentários controversos de Donald Trump sobre o compromisso dos aliados da Otan. 

"Prestemos homenagem aos 53 soldados italianos que morreram durante a missão no Afeganistão. E prestemos homenagem também aos 723 soldados feridos", publicou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, na rede social X. 

O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, declarou na rede social X que, em relação ao papel das tropas italianas, "não podemos e não aceitaremos análises superficiais e errôneas. De ninguém".

Enquanto isso, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, lembrou o "alto preço" pago pelos soldados de seu país no Afeganistão. 

"Nosso exército estava pronto quando nossos aliados americanos solicitaram apoio após o ataque terrorista islamista de 2001", afirmou Pistorius em uma mensagem no canal do WhatsApp de seu ministério. 

A Alemanha, disse ele, pagou "um alto preço por esse compromisso: 59 soldados e três policiais perderam a vida em combates, ataques ou acidentes." 

O ministro acrescentou que "muitos feridos continuam sofrendo as consequências físicas e psicológicas daquele período até hoje".

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou as declarações do presidente americano como "insuportáveis". 

"Compreendo perfeitamente por que os veteranos dinamarqueses disseram que não há palavras para descrever a dor que isso causa", escreveu ela no Facebook. 

"É insuportável que o presidente americano questione o comprometimento dos soldados aliados no Afeganistão", acrescentou. 

Em uma entrevista na quinta-feira, Trump criticou o papel dos países da Otan durante os 20 anos de conflito no Afeganistão. 

A versão de Trump, na qual ele afirmou que os aliados se mantiveram afastados da linha de frente, provocou indignação nas capitais europeias, com o primeiro-ministro britânico classificando as declarações como "insultuosas".

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