O Partido Comunista do Vietnã reelegeu To Lam "por unanimidade" como secretário-geral, anunciou o movimento político nesta sexta-feira (23), estendendo seu mandato como líder da nação asiática por mais cinco anos. 

Em apenas 17 meses como chefe do partido, o ex-chefe de segurança marginalizou seus rivais e centralizou o poder em uma agressiva campanha de reformas que seus aliados descrevem como uma "revolução". 

O líder também lançou uma ampla campanha anticorrupção que levou à demissão de milhares de funcionários, à eliminação de oito ministérios e agências e a um aumento significativo nos investimentos em infraestrutura. 

O comitê central "elegeu por unanimidade o camarada To Lam para continuar como secretário-geral", afirmou o partido em um comunicado. 

Tran Thanh Man, presidente da Assembleia Nacional, disse que o líder recebeu 180 votos de 180 para permanecer no cargo. 

Duas facções principais dentro do partido governista parecem disputar o controle da política vietnamita: uma ala de segurança alinhada a Lam e uma facção mais conservadora e com inclinação militar. 

O partido também anunciou seu novo Politburo, seu órgão máximo de decisão, composto por 19 membros.

Dos quatro membros de mais alto escalão, que por convenção representam os quatro "pilares" do sistema de governo coletivo do Vietnã, nenhum está alinhado com a facção militar.

Na terça-feira, Lam prometeu combater a corrupção em um discurso no congresso do Partido Comunista, realizado duas vezes por década. 

Em uma série de reuniões a portas fechadas realizadas esta semana, cerca de 1.600 delegados foram encarregados de definir as principais políticas para os próximos anos.

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