O discurso duro de líderes europeus contra as ameaças e pretensões expansionistas de Donald Trump na Groenlândia, seguida por alguma modulação no discurso dele, gerou no governo Lula a avaliação de que foi acertada a maneira brasileira de reagir às sanções comerciais impostas pelo americano em 2025.
O entendimento no Itamaraty é que a posição altiva diante de Trump e seu tarifaço funcionou bem contra as pressões do republicano.
Tempos depois, o presidente dos EUA acabou falando em “química excelente” com Lula, conversou pessoalmente com o petista, atenuou parte das tarifas, não mais ameaçou o Brasil em razão da condenação de Jair Bolsonaro pelo STF e retirou Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
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No governo Lula, que agora vê a Europa repetir a reação enérgica contra Trump, ficou a lição de que, com o americano, ser pusilânime não funciona.
