O Iraque anunciou, nesta quinta-feira (22), que iniciará processos judiciais contra prisioneiros do grupo Estado Islâmico (EI) transferidos da Síria, como parte de uma operação militar dos Estados Unidos.

Desde a derrota da organização em 2019, que outrora controlava grandes áreas da Síria e do Iraque, milhares de suspeitos de pertencerem ao grupo e seus familiares estavam detidos em campos e centros sírios administrados por forças curdas, apoiadas pelos EUA. 

No entanto, o exército americano lançou uma operação na quarta-feira para transferir 7.000 prisioneiros desses campos para o Iraque, após as forças do governo sírio começarem a assumir o controle de algumas dessas instalações. 

As autoridades em Bagdá confirmaram o recebimento de um grupo inicial de 150 prisioneiros, incluindo "elementos terroristas iraquianos e estrangeiros". 

"O sistema judiciário iraquiano iniciará os processos legais cabíveis contra os acusados, que serão recebidos e colocados em instalações prisionais adequadas", afirmou o Conselho Judicial Supremo em um comunicado.

A decisão de Washington surge em resposta aos receios de falhas de segurança nesses centros, após os recentes confrontos entre o exército de Damasco e as forças curdas, que controlam partes do norte e do leste da Síria.

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